Texto corrido

JOAQUIM SOEIRO , 44 ANOS , ARQUITECTO , É O CANDIDATO DO PSD À CÂMARA DE VENDAS NOVAS

15/08/10

Porque a liberdade, mais do que uma conquista, é uma prática.

A CDU, força política que há muito gere os destinos Câmara Municipal de Vendas Novas, pode e deve ser responsabilizada pelo trabalho produzido nos diversos domínios em que tem intervenção.

Deve pois aceitar que livremente os cidadãos do concelho, sejam estes titulares ou não de cargos políticos, exprimam publicamente de forma respeitosa a sua opinião sobre a forma como actua. Nem sempre tal acontece, sendo disso exemplo a resposta oferecida pela CDU a um artigo de opinião elaborado por um deputado municipal eleito pelas listas do PSD e fundado em dados objectivos fornecidos pela autarquia.

Com efeito, recentemente o foi PSD confrontado com um áspero, indecoroso e desadequado comunicado da CDU em que esta força politica metafórica e ofensivamente ataca quem faz opinião e as forças políticas com uma visão diferente para futuro do concelho.

Tal situação não é aliás uma novidade para o PSD, vindo na sequência de conduta desapropriada seguida por esta força política em período eleitoral, que foi exposta pelo PSD à Comissão Nacional de Eleições, e que levou a um conjunto de recomendações por parte deste organismo que prima pela idoneidade e isenção.

O Futuro de Vendas Novas não é um património da CDU, mas sim dos vendasnovenses. Esta deve pois saber respeitar o espaço de quem vê de forma diferente e desprendida o futuro do Município, revendo a conduta seguida aquando da publicação do comunicado na última edição do Jornal Gazeta de Vendas Novas.

Porque a liberdade, mais do que uma conquista, é uma prática.

PSD Vendas Novas

“QUO VADIS” VENDAS NOVAS? - (02) – Politica local – palavras versus números

A política deve ser encarada como uma actividade nobre, em que os princípios éticos e morais devem presidir às tomadas de posição e observações que se produzem. É pois uma actividade em que o cidadão, de forma livre e desprendida, se propõe servir o interesse público, seja ele através do desempenho de cargos para os quais foi eleito ou da emissão de opinião sobre as mais variadas matérias.

É naturalmente neste contexto que os artigos de opinião “QUO VADIS Vendas Novas” se inserem e se propõem trazer à população vendasnovense uma visão sobre o concelho.

No quadro actual, importa por isso reforçar a necessidade de grande rigor na gestão do Município, não devendo os investimentos ser definidos somente em função dos apoios e fundos aprovados, mas também das maiores valias que tais investimentos possam trazer à população de Vendas Novas.

É neste quadro que se considera que o aumento do mapa de pessoal do Município e que a aprovação da contracção de um empréstimo de até 2.907.000,00€ poderá acarretar ainda maiores dificuldades na gestão das finanças da Câmara Municipal. Recorde-se a título de exemplo, de acordo com o anuário dos municípios portugueses, emitido pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, de entre os 308 concelhos do País, em 2008, Vendas Novas encontra-se em 20º lugar no que concerne ao peso das despesas com pessoal nas despesas totais (44,3%).

Importa também referir que em Assembleia Municipal decorrida no passado mês de Junho, os eleitos foram confrontados com outras situações que evidenciam o difícil quadro financeiro vivido a nível nacional e internacional, como sejam a necessidade do Município contrair um empréstimo de curto prazo no valor de 550.000,00€ ou a renegociação de contratos de empréstimo de médio/longo prazo com o aumento do prazo global do mesmo e agravamento do respectivo spread.

Perante isto: “QUO VADIS” VENDAS NOVAS?

Nota: no artigo publicado em 20 de Julho foi referido erradamente que na votação da contracção do empréstimo até 2.907.000,00€ o Partido Socialista se tinha abstido. Com efeito a respectiva bancada votou contra a proposta da Câmara Municipal pelo que fica a devida correcção.