No triplo retábulo denominado “Altar de Jabach” pintado por Albrecht Dürer em 1053/1505 vê-se num deles Job cheio de chagas a ser regado com água pela mulher para lhe aliviar das dores.
Job foi ferido por Satanás desde os pés à cabeça mas Job manteve-se, apesar de tudo, fiel ao seu Deus sem nunca ter blasfemado contra Ele.
No final foi compensado pelo dobro do que tinha perdido em bens, filhos, saúde, tornando-se um dos mais ricos e felizes seres da época.
Sócrates tem também dado a atender que se tem martirizado e a água é deitada pelos seus ministros que esperam se mantenha vivo pois asseguram assim os seus bens e o seu rendimento.
O coitado do Sócrates diz-se fiel à Pátria, que tudo faz pelo seu País, só blasfémia contra a oposição e por isso não sairá bem deste pseudo-martírio.
Os seus amigos reconhecerão no final que ele nunca deveria ter feito, ao contrário de Job, frente ao seu fim já predestinado.
Por: José Sequeira
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