Medidas concretizadas



.No passado dia 13 de Maio, alguns dos candidatos do PSD às eleições legislativas, estiveram em contacto com a população vendasnovense no Festival da Gastronomia, Artesanato e Produtos Locais. A comitiva era integrada pelo cabeça de lista no Distrito de Évora, Professor Pedro Lynce, pelo Presidente da Comissão Política Distrital de Évora do PSD, Dr. António Costa Silva, pelo Presidente do PSD de Vendas Novas, o Arq. Luís Braga, pelo Presidente da JSD de Vendas Novas, Nuno Gaibino, e pelo único candidato vendasnovense às eleições legislativas (em listas nenhum outro Partido existem candidatos de Vendas Novas), Eng.º Ricardo Videira.
O grupo, constituído por cerca de 20 militantes e simpatizantes do PSD, visitou os stands institucionais e de artesanato, tendo aproveitado a oportunidade para se inteirar dos desafios enfrentados e da forma como, caso venham a ser eleitos, poderão vir a apoiar as atividades em causa.
Após este período de convívio jantou-se numa das tasquinhas, tendo-se aproveitado para disfrutar da mais reconhecida iguaria local: as bifanas.


Realizou-se no passado dia 12 de Maio, no Centro Cultural Polivalente, uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Vendas Novas. A bancada do PSD foi composta pelos Deputados Municipais Ricardo Videira, Custódio Vale de Gato e Joaquim Soeiro, constando da ordem de trabalhos os seguintes pontos:
1 – 1ª Revisão ao Plano Plurianual de Investimento, ao Plano de Atividades Municipal e ao Orçamento de 2011;
2 – Proposta de Alteração ao Mapa de Pessoal da Câmara Municipal;
3 – Proposta de Alteração à Tabela de Taxas Administrativas do Regulamento Municipal de Taxas.
Tratando-se de uma Assembleia extraordinária não houve lugar a período antes da Ordem do Dia, entrando-se diretamente na ordem de trabalhos. O primeiro ponto decorria da aprovação (com voto contra do PSD) da Alteração ao contrato de Empréstimo Bancário de Médio e Longo Prazo realizada na Assembleia Municipal de Abril, procurando desta forma a Câmara Municipal adaptar os mecanismos financeiros aos investimentos propostos. Por se tratar de alterações a documentos de gestão, e uma vez que o PSD já havia censurado alguns dos investimentos na anterior sessão da Assembleia, a bancada entendeu abster-se nesta matéria.
Seguiu-se o segundo ponto da Ordem de Trabalhos em que, mais uma vez, a Câmara Municipal produziu alterações no respetivo mapa de pessoal. Ora, em conformidade com posições anteriormente assumidas, o PSD votou contra a proposta apresentada. O Mapa de Pessoal deve ser um instrumento estruturante e que enquadre as reais necessidades do Município, não devendo sofrer alterações circunstanciais sempre que a maioria CDU entenda ajustá-lo “à sua maneira”.
Por fim foi debatida a proposta de alteração de taxas de acesso às Piscinas Municipais de Vendas Novas. A mesma tinha a ver com o arredondamento dos valores a cobrar após a respetiva revisão em alta em função da inflação. O documento mereceu a aprovação de todas as bancadas.
No final da sessão, o PSD não deixou de frisar o facto de se estar perante a segunda sessão da Assembleia Municipal num espaço de menos de 2 semanas, circunstância que na interpretação da bancada social democrata deveria ser evitada afim de reduzir custos para a autarquia.
Decorreu no passado dia 29 de Abril a segunda sessão ordinária de 2011 da Assembleia Municipal de Vendas Novas, tendo a bancada do PSD sido composta pelos Deputados Municipais Ricardo Videira, Custódio Vale de Gato e Joaquim Soeiro. Os trabalhos tiveram lugar no Centro Cultural Polivalente, sob a seguinte ordem de trabalhos:
1 – Documentos de Prestação de Contas de 2010;
2 – Alteração ao contrato de Empréstimo Bancário de Médio e Longo Prazo, no valor máximo de 2.907.000,00€;
3 – Eleição de um Presidente de Junta de Freguesia e respetivo suplente para o XIX Congresso da ANMP;
4 – Informação da Atividade Municipal.
No início dos trabalhos foi aprovada a ata referente à Assembleia Municipal decorrida no mês de Fevereiro, tendo a mesma excecionalmente sido votada contra pela bancada do Partido Socialista.
O ponto antes da ordem do dia começou com a apresentação e aprovação de uma saudação apresentada pela CDU, assinalando o dia 25 de Abril e o dia do trabalhador, não tendo a mesma, pelo seu conteúdo belicoso merecido a aprovação da bancada do PSD. Seguiu-se a apresentação de uma moção do Partido Socialista, subordinada ao mesmo tema que, apesar de carecer de maior lastro e conteúdo, teve a aprovação da bancada social democrata.
Ainda no período antes da ordem do dia o PSD questionou a Câmara Municipal relativamente ao incumprimento do estabelecido no pacto de autarcas no que concerne à informação á Assembleia Municipal e qual o respetivo ponto de situação (ver artigo em baixo). A resposta, dada pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal foi evasiva, fugindo à generalidade dos tópicos que constam do documento, e centrando a sua intervenção em questões como a iluminação pública, que apesar de serem importantes não refletem a existência de uma política de eficiência energética da autarquia.
Entrou-se de seguida no período da ordem do dia, tendo no primeiro ponto ocupado a maioria da duração da sessão de trabalho. Com efeito, avaliaram-se as contas do Município no exercício de 2010, tendo-se destacado o facto de a execução orçamental ter sido de somente 53,01%, o valor mais baixo dos últimos 4 anos. Dos valores apresentados, o mais debatido pelo PSD prende-se com o crescimento do envidamento do Município, com especial incidência no que diz respeito a fornecedores (muitos dos quais vendasnovenses).

Neste período foi igualmente levantada uma questão polémica, relacionada com a existência de uma dívida ao Partido Comunista Português, circunstância que mereceu a indignação do PSD pois impõe-se a necessidade de maior distanciamento entre a gestão Camarária e Partidária.
O PSD alertou mais uma vez para a politica de investimentos errada que vem sendo seguida pela gestão CDU, despendendo recursos do Município em infraestruturas não estruturantes e com dúbia relação custo/beneficio, caminhando-se desta forma para um abismo financeiro sem precedentes e que, à semelhança do sucedido no País, poderá trazer graves consequências para as contas públicas locais.
Tratando-se de um documento de prestação de contas, cumprindo todos os requisitos legais, apesar da avaliação política negativa, o PSD absteve-se na votação do relatório de contas por se tratar de uma demonstração de resultados.
Seguiu-se o segundo ponto da ordem de trabalhos em que foi votada uma proposta de alteração ao contrato de empréstimo bancário de médio/longo prazo proposto pela Câmara Municipal. Sendo consequente com as posições assumidas aquando da discussão do relatório de contas de 2010, o PSD opôs-se ao aumento do endividamento do Município e alertou para o facto de no contrato de empréstimo que a Câmara Municipal irá celebrar com a banca, estar prevista uma cláusula em que o Banco, em qualquer altura, pode rever o valor do spread, ficando desta forma a Câmara Municipal numa posição contratual frágil.
No terceiro ponto da ordem do dia elegeu-se o Presidente da Junta de Freguesia de Vendas Novas como representante do Município no Congresso da ANMP, sendo o Presidente da Junta de Freguesia da Landeira o respetivo suplente.
Por fim, abordaram-se questões relacionadas com a atividade municipal, dando-se de seguida por encerrados os trabalhos.
Considerando que:
· Em 22 de Abril de 2010 - faz agora um ano - A Câmara Municipal de Vendas Novas aderiu, por vontade própria, ao Pacto de Autarcas (compromisso assumido pelas cidades e pelos municípios para ultrapassar as metas traçadas pela política energética da União Europeia em matéria de redução das emissões de CO2 através de um aumento da eficiência energética e de uma produção e utilização mais limpa da energia).
· A União Europeia (UE) lidera o combate global às alterações climáticas, tendo-o eleito como uma prioridade. Os seus ambiciosos objectivos estão formulados no Pacote de medidas da UE sobre o clima e as energias renováveis no qual os Estados-Membros se comprometem a reduzir as suas emissões de CO2 em, pelo menos, 20% até 2020.
· Os signatários do Pacto de Autarcas contribuem para estes objectivos políticos ao assumirem formalmente o compromisso de ir além da meta traçada, implementando Planos de Acção para as Energias Sustentáveis.
· A Câmara de Vendas Novas representada pelo respectivo Presidente o Pacto de Autarcas comprometendo-se a submeter o seu Plano de Acção para as Energias Sustentáveis (PAES) num período de um ano a contar da sua adesão.
· O Plano de Acção para as Energias Sustentáveis é um documento-chave que mostra como localmente se irá atingir a meta que se fixou em matéria de redução das emissões de CO2 até 2020.
· Os compromissos do Pacto dizem respeito a toda a área geográfica da cidade/município, devendo o PAES incluir acções para os sectores público e privado e nos seguintes campos:
o Áreas construídas, inclusive novos edifícios e renovações importantes;
o Infraestruturas municipais (aquecimento urbano, iluminação pública, redes inteligentes, etc.);
o Utilização do solo e planeamento urbano;
o Fontes de energias renováveis descentralizadas;
o Políticas de transporte público e privado e mobilidade urbana;
o Participação dos cidadãos e, em geral, da sociedade civil;
o Comportamento inteligente dos cidadãos, consumidores e empresas em termos energéticos.
Nestes termos
A bancada do PSD da Assembleia Municipal questiona:
Sendo condição que os municípios aderentes dêem conhecimento do respectivo pacto às respectivas Assembleias Municipais e estando a Câmara obrigada no prazo de um ano a contar da data de adesão ao pacto dos autarcas a apresentar o plano de acção em matéria de energia sustentável, pergunta-se qual o motivo de tal incumprimento e o ponto de situação relativamente à respetiva aplicação?
Vendas Novas 29 de Abril de 2011
A bancada do PSD na Assembleia Municipal de Vendas Novas
Ao longo dos últimos anos muitas e significativas foram as mudanças no cenário macroeconómico. Nada de imprevisível, pois muitos foram especialistas nas áreas técnicas e politicas que anteviram tal circunstância. Que me recorde, os alertas vêm de há mais de 10 anos a esta parte, tendo-me ficado na memória uma frase de Durão Barroso em que se afirmava que “O País estava de tanga”. Foi em 2002, e hoje, 9 anos depois, o nosso endividamento externo mais do que duplicou, as necessárias reformas estruturais continuam por concluir e somos mais uma vez conduzidos a uma das mais vexatórias circunstâncias para a identidade de um País: a de não ser capaz de resolver os seus próprios problemas.
A questão de fundo é grave e difícil de ultrapassar, procurando as populações no poder politico um horizonte, uma esperança, um caminho para ultrapassar as dificuldades. O povo espera que lhe seja “vendido” como um sonho, um futuro auspicioso, tranquilo e de felicidade. O problema é que qualquer um pode propô-lo, mas poucos saberão traduzi-lo em medidas concretas que aliem o equilíbrio económico-financeiro ao bem estar da população.
Ainda hoje me lembro quando em 2005 o PSD dizia que as portagens nas SCUT’s eram uma inevitabilidade, quando em 2009 o PSD dizia que não havia dinheiro para TGV e que continuavam por realizar as alterações de fundo no panorama financeiro que permitissem acautelar um período de turbulência financeira. Enfim, lembro-me que 5 líderes diferentes do principal Partido da oposição, todos eles com estilos distintos, tinham no discurso um ponto comum: os desequilíbrios orçamentais eram insustentáveis.
A ação governativa deve obedecer a um programa político que é sufragado pelo eleitorado de 4 em 4 anos, e quando assim não for, algo vai mal: ou se está menos legitimado para governar ou se mentiu aos eleitores.
A situação portuguesa é em tudo tendenciosa para uma das opções, tendo chegado o momento para dizer: basta! É pois momento de escolher um caminho que mesmo que dito difícil, seja um caminho de verdade. Afinal, não vamos querer que nos vendam mais um sonho para depois termos um pesadelo.
Por: Ricardo Videira
O PSD de Vendas Novas promoveu no passado dia 1 de Abril um jantar/conferência sob o tema “Contas Públicas, Que Destino?”. O evento, que contou com o apoio da JSD local e da JSD e PSD distrital teve como orador principal o Dr. Miguel Frasquilho, deputado à Assembleia da Republica e ex-Secretário de Estado do Tesouro, tendo decorrido no restaurante “Paragem das Rainhas”, e contado com a presença de mais de 50 militantes da estrutura Partidária.
Recebidos os convidados e participantes na sessão, teve lugar a refeição, finda a qual se iniciaram as intervenções políticas. Tomou em primeiro lugar a palavra o Presidente do PSD de Vendas Novas, Arq. Luís Braga, que frisando as difíceis circunstâncias económico-sociais vividas pelo País, estendeu a sua análise ao plano local, reiterando os alertas que o PSD vem fazendo relativamente à ausência às deficientes medidas sociais e de contenção de despesa que a Câmara Municipal vem colocando em prática. Seguiu-se a intervenção do Presidente da Comissão Politica Distrital de Évora do PSD, Dr. António Costa da Silva, que referindo-se à responsabilidade do Governo Socialista no crítico momento financeiro vivido pelo País, alertou para a necessidade de grande empenho e participação de militantes e simpatizantes do Partido na obtenção de um bom resultado nas eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho.
De seguida tomou a palavra o orador principal da noite, o Dr. Miguel Frasquilho, que traçou um cenário negro das contas publicas do País, e comprovou a inabilidade do Governo Socialista para inverter a trajectória do défice e endividamento públicos. A título de exemplo refira-se que entre 2005 e 2010 o endividamento externo do País quase duplicou, o que associado a baixos crescimentos económicos e às crescentes taxas de juro, conduzem o País para um abismo financeiro sem precedentes no Nosso passado recente. Feito o diagnóstico, foram ainda lançadas pelo orador algumas soluções que deverão ser consideradas pelo PSD no âmbito do seu programa de governo tendo em vista a recuperação económica e social do País, nomeadamente ao nível dos recursos humanos, mobilidade, justiça, administração pública, legislação laboral e política fiscal.
A sessão permitiu o esclarecimento dos presentes relativamente à grave situação vivida por Portugal, tendo no entanto ficado clara uma mensagem de esperança no trabalho que o PSD poderá desenvolver caso seja merecedor da confiança dos portugueses para governar a partir do próximo dia 5 de Junho.