A política deve ser encarada como uma actividade nobre, em que os princípios éticos e morais devem presidir às tomadas de posição e observações que se produzem. É pois uma actividade em que o cidadão, de forma livre e desprendida, se propõe servir o interesse público, seja ele através do desempenho de cargos para os quais foi eleito ou da emissão de opinião sobre as mais variadas matérias.
É naturalmente neste contexto que os artigos de opinião “QUO VADIS Vendas Novas” se inserem e se propõem trazer à população vendasnovense uma visão sobre o concelho.
No quadro actual, importa por isso reforçar a necessidade de grande rigor na gestão do Município, não devendo os investimentos ser definidos somente em função dos apoios e fundos aprovados, mas também das maiores valias que tais investimentos possam trazer à população de Vendas Novas.
É neste quadro que se considera que o aumento do mapa de pessoal do Município e que a aprovação da contracção de um empréstimo de até 2.907.000,00€ poderá acarretar ainda maiores dificuldades na gestão das finanças da Câmara Municipal. Recorde-se a título de exemplo, de acordo com o anuário dos municípios portugueses, emitido pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, de entre os 308 concelhos do País, em 2008, Vendas Novas encontra-se em 20º lugar no que concerne ao peso das despesas com pessoal nas despesas totais (44,3%).
Importa também referir que em Assembleia Municipal decorrida no passado mês de Junho, os eleitos foram confrontados com outras situações que evidenciam o difícil quadro financeiro vivido a nível nacional e internacional, como sejam a necessidade do Município contrair um empréstimo de curto prazo no valor de 550.000,00€ ou a renegociação de contratos de empréstimo de médio/longo prazo com o aumento do prazo global do mesmo e agravamento do respectivo spread.
Perante isto: “QUO VADIS” VENDAS NOVAS?
Nota: no artigo publicado em 20 de Julho foi referido erradamente que na votação da contracção do empréstimo até 2.907.000,00€ o Partido Socialista se tinha abstido. Com efeito a respectiva bancada votou contra a proposta da Câmara Municipal pelo que fica a devida correcção.
Sem comentários:
Enviar um comentário