Assinalou-se no passado dia 7 de Setembro o 48º aniversário da criação do concelho de Vendas Novas. Para que tal fosse possível, muito foram os vendasnovenses que anos a fio se empenharam afincadamente na bem sucedida conquista da autonomia política e administrativa vendasnovense.
É neste contexto que todos os anos a autarquia promove um conjunto de iniciativas que visam assinalar a efeméride, permitindo manter presente a memória dos que em tempos lutaram por melhores condições de vida para Vendas Novas e para as povoações circundantes.
O ano 2010 não foi excepção, tendo-se no seguimento do que se vem constatando ao longo dos últimos anos, sentido no decorrer das comemorações o afastamento da população em relação à festa. O expoente máximo de tal situação verificou-se naquele que é identificado como o seu ponto alto, a noite de 6 para 7 de Setembro. Nesta data o Município brindou a população com um concerto de um dos mais reputados artistas nacionais e com um espectáculo de fogo-de-artifício.
Quem tiver estado presente não terá certamente ficado alheio à dificuldade do artista em envolver o público no espectáculo ou à falta de enquadramento do fogo-de-artifício. Em minha opinião existe um problema de fundo na organização das festas do concelho de Vendas Novas, sendo importante repensá-las, indo ao encontro daquilo que a população quer ver e sentir e não simplesmente seguir o guião daquilo que foi feito ao longo dos últimos anos. Há-que mudar.
Torna-se pois importante proporcionar um melhor enquadramento do espectáculo nocturno, uma maior ligação entre o artista e o público, o que passa por exemplo por uma maior aproximação física entre ambos e a instalação do palco num local emblemático do concelho e não num qualquer terreno livre de obstáculos. Acresce-se a isto a necessidade de maior envolvimento da população e forças vivas do concelho na organização e prossecução da festa, situação que não só melhorará o empenho como garantirá maior sucesso no objectivo da comemoração.
É importante que nos momentos em que se celebram os feitos dos vendasnovenses estes se sintam envolvidos e empenhados no sucesso da comemoração que lhes pertence e que sintam orgulho no espectáculo e festa proporcionados pela sua terra, mostrando desta forma o que de melhor tiveram e têm para oferecer.
Perante isto: “QUO VADIS” VENDAS NOVAS?
2 comentários:
Caro Primo
Apesar desse "bairrismo" saudável, admiro a forma e o conteudo da mesma. Tenho pena da minha actividade profissional e pessoal não me permitir ter uma posição mais activa.
Paulo Neves
P.S quem sabe num futuro próximo!!!
Paulo: a política local e as actividades e comemorações do Município devem envolver as pessoas e colectividades, apelando precisamente ao bairrismo e sentido de unidade em torno do fim comum: o bem de Vendas Novas. :)
Cá te esperamos para nos emprestares 1 mãozinha.
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